KUNWANA

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"Não há caminho fácil para a liberdade em lugar nenhum, e muitos de nós terão que passar pelo vale da sombra da morte repetidamente antes de alcançarmos o topo da montanha de nossos desejos."

- Nelson Mandela

No período do tráfico negreiro, em média 31 mil escravizados eram levados por ano.

Desses, apenas cerca de 4 mil chegavam vivos à costa.

Servindo senhores, viviam de 7 a 10 anos, em média, desde sua chegada.

Kunwana é resistir, assim como eles resistiram.

Algumas formas de resistência:

  • Cultuação e Valorização da ancestralidade
  • Movimentos contra o racismo e a segregação racial
  • Espaços culturais
  • Quilombos
  • Capoeira
  • Música
  • Dança
  • Vestimentas

@casosincognitos - Youtube

Fotografia: A Denuncia e resistência

Gordon ou "Whipped Peter", foi um afro-americano escravizado que escapou de uma plantação da Luisiana em março de 1863, ganhando liberdade quando chegou ao acampamento do Exército da União. Ele fugiu por mais de 64 km ao longo de 10 dias, Para mascarar o seu cheiro dos cães de caça que o perseguiam, Gordon pegou cebolas da sua plantação, que ele carregava nos bolsos. Depois de cruzar cada riacho ou pântano, ele esfregava seu corpo com cebolas para afastar seu cheiro dos cães. Ficou conhecido como o tema das fotografias que documentam a extensa cicatrização do queloide das suas costas devido às chicotadas recebidas na escravidão.

Formas de Resistência

A resistência nos dias atuais é fundamental porque ainda enfrentamos desigualdades históricas e estruturais que afetam populações marginalizadas, especialmente as comunidades negras e indígenas. Mesmo após séculos de lutas contra a escravidão, o colonialismo e o racismo, muitas dessas estruturas opressivas persistem em diferentes formas, como a violência policial, a desigualdade no acesso à educação e ao mercado de trabalho, além da tentativa de apagar ou deturpar culturas e histórias ancestrais.

Augustus Earle, c. 1820. Biblioteca Nacional da Austrália

Capoeira

Surgiu como uma forma de resistência à opressãoque os escravos sofriam. Ela possui música e golpes semelhantes à movimentos de dança para disfarçar sua verdadeira intenção: lutar contra a opressão. É proposto que a capoeira surgiu na época do Brasil Colônia, por aculturação como uma saída para expressar desejos para a liberdade da raça negra e pela necessidade de se defender de senhores inimigos. Este povo, na grande parte, era desarmado e usavam seus próprios corpos como seu método de combate, aproveitando-se as danças, cantigas e movimentos manifestados por culturas africanas ao mesmo tempo.

Capoeira como Resistência Cultural:

Preserva Tradições Africanas

A música, os ritmos do berimbau e as cantigas cantadas em roda mantêm vivas as histórias e os ensinamentos dos antepassados.

Combate a Discriminação

No passado, a capoeira foi criminalizada, pois era vista como uma ameaça à ordem colonial. Hoje, ao ser praticada em escolas e projetos sociais, ela reafirma a identidade afrodescendente.

Empodera Comunidades Negras e Periféricas

Muitos grupos de capoeira atuam em comunidades carentes, oferecendo educação, disciplina e consciência social para crianças e jovens.

Cultuação e valorização da ancestralidade negra

A cultuação e valorização da ancestralidade negra acaba sendo uma grande forma de resistência já que não permite a morte da cultura e o esquecimento do passado e das origens.

Flickr Johnny Silvercloud

Movimentos contra o racismo e a segregação racial:

Quando falamos em formas de resistência ao racismo, nos lembramos principalmente dos movimentos - o Black Lives Matters, por exemplo. Eles são importantíssimos já que uma poderosa forma das pessoas negras demonstrarem sua força, união e insatisfação com a sociedade. Graças a eles, foram conquistados uma série de direitos. São uma grande forma de resistência, mas não a única.

Renata Telles para Plana Vivências - Quilombo do Campinho da Independência RJ

Quilombos

São símbolos de resistência de um passado sofrido e um presente impiedoso. Os quilombos são como “mini-Áfricas”, um lar para os descendentes de um povo que muito sofreu e que hoje valorizam seus antepassados e sua cultura.

Manifestações Culturais:

Danças:


São muitas: jongo, maracatu, samba, frevo, lundu, caxumba, cafezal, boi bumbá, etc. Elas são muito comuns nas cerimônias, rituais de passagem, nascimento, casamento, morte, colheita, guerra, alegria, etc.

Vestimentas:


As vestimentas afro podem incluir túnicas, turbantes, tecidos coloridos, chapéus, lenços, véus, pinturas corporais e contas nos cabelos.

Música

Desde sempre, a música é usada para valorizar a cultura afro-brasileira em diversos estilos. Aqui estão alguns exemplos:

  • “Negróide” – Taiguara (1968)
  • “Cangoma me Chamou” – Clementina de Jesus (1970)
  • “Negro é Lindo” – Jorge Ben (1971)
  • “Filhos de Gandhi” – Gilberto Gil (1972)
  • “Festa de Umbanda” – Martinho da Vila (1974)
  • “Canto das Três Raças” – Clara Nunes (1976)
  • “Refavela” – Gilberto Gil (1977)
  • “Senhora Liberdade” – Zezé Motta (1979)
  • “Morena de Angola” – Clara Nunes (1980)
  • “Diário de um Detento” – Racionais MC’s (1997)

E você as ouviu enquanto lia e ouvia sobre isso.

KUNWANA

César Costa, Eduardo Lopes, Jean Carlo, Samuel Soares e Túlio